
… E, mesmo assim, estarei sempre pronta para esquecer aqueles que me levaram a um abismo. E mais uma vez amarei. E mais uma vez direi que nunca amei tanto em toda a minha vida.’

As pessoas no geral não se parecem tanto ou suficiente para se afastarem uma das outras. Mas algo que as tornam semelhante é a necessidade contínua de colocar pra fora os seus sentimentos. As dores. As dúvidas. Os medos. A felicidade. O ego. Isso acontece porque entre todos que ouvirem, pelo menos um vai entender ou se vê, naquilo que você ta querendo dizer. Expor o que se senti ou que se quer, também vem como uma válvula de escape. Uma forma de chamar a atenção dos pais, amigos, namorados ou de sei lá mais quem. Um grito indireto. Um chamado de socorro. Uma forma de não ser mais um entre tantos iguais. Ser igual é muito complicado, devido ao fato de você não precisar ter dúvidas. Como assim sem dúvidas? Quando todos se comportam da mesma forma, usam os mesmos tipos de roupa, escutam as mesmas músicas, copiam os mesmos pensamentos clichês, não há o que questionar. Mas se você quebra as regras, abri margem para os questionamentos, suposições, pra uma nova cara, vida, vontade e um novo grito, você se torna diferente. Como uma observadora, vejo que a melhor parte do mundo anda contida e com medo. Não estou subentendendo a violência física, mas o moralismo, ou seja, falso moralismo. Esse por sua vez engloba o todo. Mas a verdade é que as pessoas têm medo da repressão, do que as boas línguas vão falar, e acabam esquecendo de que quem tem boca fala o que quer. E falam de mais. Um bom da vida é o que se pode fazer com ela gozando a cada momento. E goze. Faça valer cada minuto sem medo, sem receio. Grite na rua, tome banho de chuva, veja o pôr do sol.
Faça o que te faz feliz! Coloque pra fora o que sente porque seu verdadeiro amigo vai ta ao lado pra ouvir. Dance, pule, brinque! Mas lembre sempre de ser quem você é. E escute sua música predileta, faz bem!
— E você, por que desvia o olhar?
Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto,
— Ah. Porque eu sou tímida.”
Rita Apoena
Para falar de você mesmo é sempre muito complicado, antes de tudo, porque somos inconstantes. Quantas foram as vezes que passei por extremos durante o dia? Nem conto mais... Mas antes de qualquer coisa gosto de ser eu mesma. Desse jeito. Nessa forma. Tentando sempre ser o melhor no que posso ser. E consigo!
Mas erro também, sou humana.
Na verdade lendo neste vasto mundo da internet encontrei um texto que amei, e que também pareci muito comigo. Compartilho...
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"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. (...) Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar.... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito
(M. de Queiroz)